/> Polícia prende mais de 80 pessoas por atentados em Minas Gerais

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Polícia prende mais de 80 pessoas por atentados em Minas Gerais

Outros 22 adolescentes foram apreendidos por suspeita de participação nos crimes


Mais de oitenta pessoas foram presas por suspeita de envolvimento na onda de ataques a ônibus, viaturas, prédios e espaços públicos em Minas Gerais. O número segue em crescimento desde domingo. 
Segundo balanço divulgado pela Polícia Militar de Minas Gerais na manhã desta sexta-feira, foram registrados 64 ataques a ônibus em 37 municípios do Estado desde o último domingo, 3. A maioria dos alvos são cidades do Sul de Minas e Triângulo Mineiro. Até o momento, 82 pessoas foram presas. 
Além disso, 22 menores de idade foram apreendidos pela PM por suspeita de participação nos crimes. A PM também recolheu duas armas de fogo, materiais para queima e celulares durante as abordagens.
Afirmando se tratar de informações estratégicas e operacionais, a Polícia Militar não divulgou detalhes das ocorrências envolvendo os últimos ataques.
O governador de Minas Fernando Pimentel (PT) afirma que os incêndios são uma forma de retaliação de integrantes de facções devido ao "rigor aplicado pelo Estado" nas prisões mineiras após a instalação de bloqueadores de celulares. O governo, no entanto, não afirma qual facção estaria por trás dos ataques. Na última segunda-feira, o Estadorevelou que a onda de crimes foi ordenada pelo Primeiro Comando da Capital.
Operação Weber. Hoje, 8, a Polícia Federal, juntamente com as polícias civil e militar de Minas Gerais, deflagraram a Operação Weber em Uberaba, no Triângulo Mineiro, para prender integrantes do PCC. Segundo informações da PF, o objetivo é "dar cumprimento a 17 mandados judiciais, sendo oito de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, relacionados a investigação iniciada a partir dos recentes ataques a ônibus e instituições bancárias realizados na cidade de Uberaba-MG".
Segundo a PF, todos serão indiciados por integrar organização criminosa, dano qualificado e incêndio, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão. O nome da operação, conforme a Polícia Federal, é referência ao sociólogo alemão Max Weber, que entre seus trabalhos abordou o uso da força pelo Estado.

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