A Polícia Militar de Minas Gerais, por intermédio do Comando da 17ª Região da Polícia Militar, vem a público esclarecer questionamentos sobre o laudo de vistoria emitido em 1º de Agosto de 2018 para realização de partidas de futebol profissional do Pouso Alegre Futebol Clube (PAFC) no Estádio Irmão Gino Maria Rossi (Manduzão).



É oportuno esclarecer que o laudo de segurança atende a uma metodologia própria, com critérios objetivos para aprovação ou reprovação do estádio para jogos de futebol profissional impostos pela Federação Mineira de Futebol, previstos na Lei nº 10.671, de 15 de maio de 2003 (Estatuto do Torcedor) e demais normas correlatas. Ressalta-se que a realização de partidas de futebol profissional exige a observância de regras, dando sentido de organização e favorecendo a segurança do público em geral e profissionais envolvidos.

Numa retrospectiva histórica, cabe salientar que em 2016 e 2017 já haviam sido identificados os mesmos problemas apontados no atual laudo de vistoria. Com o ingresso do PAFC em competições profissionais tornam-se prementes que as exigências previstas no formulário de vistoria da Federação Mineira de Futebol (FMF) em relação aos aspectos de segurança dos torcedores, atletas, árbitros, profissionais de imprensa, integrantes da FMF e autoridades responsáveis pela segurança e organização das partidas estejam solucionadas.
Fotos: PMMG
Nas duas vistorias realizadas este ano, em nenhuma delas o estádio estava preparado para a realização de eventos esportivos profissionais. Foi possível observar que o estádio passa por obras de melhorias. Sendo informado que para a partida de estreia do PAFC, o estádio estaria pronto. A Polícia Militar não trabalha com expectativas, por força de lei, trabalha com a realidade e a situação concreta do local a ser vistoriado. Não há como se aprovar algo que ainda não está pronto, ou algum item que nem existe.

Devem ser solucionadas as exigências previstas no formulário de vistoria da FMF, tais como: divisão de torcidas; controle e organização dos acessos; isolamento dos locais destinados à equipe de arbitragem e aos atletas; retirada de entulhos e restos de materiais de construção espalhados pelo estádio que possam ser arremessados contra pessoas; arrumar o alambrado do campo que apresenta remendos e pontas de arame soltas; inundação dos túneis de acesso dos vestiários ao campo; dentre outras. Todos estes aspectos apontados são elementos que reprovam a realização de partidas de futebol profissional no estádio com presença de torcedores.

É necessário que se frise que o Estádio possui capacidade para 20000 torcedores (Adultos, idosos, crianças, Portadores de Necessidades Especiais, etc), divididos em duas torcidas, acomodados num mesmo espaço sob as emoções que o futebol desperta nas pessoas. Uma quantidade expressiva de pessoas que deve ser acolhida com planejamento eficiente e perfeitas condições de conforto, higiene e segurança. Não pode haver margem para amadorismo, improvisações que coloquem em risco a segurança do Torcedor, dos atletas, arbitragens e demais envolvidos na partida.

Caberia à Direção do PAFC resolver todas as pendências apresentadas anteriormente antes de solicitar nova vistoria, haja visto que não houve solução de todos os problemas anteriormente apresentados. 



Reafirmamos o empenho da Polícia Militar com a segurança de todos os envolvidos na realização de partidas de futebol profissional e asseveramos nosso compromisso moral e ético no cumprimento da legislação e com a transparência das medidas adotadas em benefício da população, visando a sua segurança.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL DA 17ª RPM