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Acusado de matar psicólogo foi a júri popular em Pouso Alegre

Crime aconteceu em maio de 2016; principal suspeito de ter cometido o crime alegou que estava sendo chantageado.
Carro foi encontrado abandonado em Pouso Alegre com manchas de sangue — Foto: Reprodução EPTV
O principal suspeito de matar o psicólogo e empresário Aldo Ferreira foi a júri popular nesta sexta-feira (5) em Pouso Alegre (MG). O crime aconteceu no início de maio de 2016, quando o corpo da vítima foi encontrado três dias após ter sido dado como desaparecido.

Segundo a polícia, no dia do crime, o suspeito alugou um carro em nome do psicólogo e foi até a casa dele. No local, ele dopou a vítima com comprimidos e quando Ferreira adormeceu, ele o matou com dois tiros na cabeça.

Depois, o corpo foi enrolado em um cobertor e colocado em um carro. O suspeito abandonou a vítima em uma estrada do bairro Sertãozinho. Ele ainda jogou a arma de uma ponte próxima ao local do crime e teria descartado as chaves do carro no bairro São Geraldo, após abandonar o veículo no São João.

Durante a investigação, a polícia chegou até o suspeito, que era funcionário de Ferreira. Ele foi preso na casa da namorada, em Machado, e confessou o crime. À época, ele disse que estava sendo chantageado pelo psicólogo. Mas, segundo o assistente de acusação Marcelo Teixeira Neves, o suspeito chegou a falar com a família durante a investigação.

“Falava com a família o tempo todo como se nada tivesse acontecido, demonstrando frieza nos atos dele. E chegou inclusive a conversar com o irmão da vítima, falando que estava auxiliando na busca pelo corpo, sendo que ele já tinha matado”, afirmou.
Corpo de psicólogo foi encontrado em Pouso Alegre — Foto: Reprodução Facebook
Segundo a polícia, os dois tinham um relacionamento amoroso que era mantido em sigilo. Nos depoimentos, testemunhas relataram que o suspeito se dizia pressionado após o fim do relacionamento e que a vítima havia gravado vídeos com relações sexuais entre eles e pretendia divulga-los. A família da vítima não quis falar sobre o júri.


“A família está muito esperançosa que seja feita justiça, porque acredita muito no trabalho que a própria promotoria vem fazendo, que está sendo um ótimo trabalho que a polícia fez na fase de investigação. Então a família está confiante que vai ser feita justiça”, afirmou o advogado Igor Ferreira Rosa, que representa a família da vítima.

Por EPTV 2 — Pouso Alegre, MG


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