/> Operação desmantela quadrilha "La Famiglia" que atuava como máfia há 20 anos em Minas

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Operação desmantela quadrilha "La Famiglia" que atuava como máfia há 20 anos em Minas

Trabalho conjunto do Ministério Público, Polícia Civil e Polícia Militar no âmbito do Gaeco busca membros de uma organização criminosa composta por fazendeiros, empresários, políticos, policiais militares, policiais civis, agentes penitenciários e civis que cometiam extorsão, corrupção ativa e passiva, concussão e homicídios por recompensa


Operação foi lançada na manhã desta terça-feira(foto: Ministério Público/Divulgação)
Agentes públicos de Minas Gerais estão nas ruas nesta terça-feira para desmantelar uma quadrilha que age de forma semelhante à máfia italiana no Leste de Minas Gerais. A operação, batizada de "La Famiglia" em alusão à origem italiana da máfia, visa cumprir 42 mandados de prisão contra 29 alvos em Minas Gerais, em outros três estados (Bahia, Ceará e Maranhão) e também fora do Brasil.  ( Com informações  Estado de Minas )


Agentes públicos de Minas Gerais estão nas ruas nesta terça-feira para desmantelar uma quadrilha que age de forma semelhante à máfia italiana no Leste de Minas Gerais. A operação, batizada de "La Famiglia" em alusão à origem italiana da máfia, visa cumprir 42 mandados de prisão contra 29 alvos em Minas Gerais, em outros três estados (Bahia, Ceará e Maranhão) e também fora do Brasil. 
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, essa organização criminosa teria atuação há pelo menos 20 anos em Minas e agia promovendo corrupção e violência para garantir a prática de crimes diversos. Ainda segundo o MP, 18 homicídios na comarca de Conselheiro Pena, no Vale do Rio Doce, são investigados no âmbito desse trabalho. Há indícios da participação de vereadores do Leste de Minas, empresários, policiais civis e militares e agentes penitenciários na participação dos crimes.

No caso dos assassinatos, as vítimas são pessoas que se tornaram inconvenientes para o grupo criminoso, seja por desacertos comerciais, desavenças familiares, desavenças políticas, queima de arquivo, furtos de gado e de armas e até infidelidade conjugal. A organização era conhecida como "Família" ou "Irmandade" e usava estratégias refinadas para garantir sucesso em suas ações, segundo o MP.




O grupo se organizava para não ocorrer flagrantes durante os crimes, inclusive observando escalas da Polícia Militar, organizava apoio logístico para monitoramento do entorno das cenas de crimes e acompanhava de perto as investigações, para obter informações privilegiadas. Além disso, a organização agia coagindo vítimas e autoridades, eliminava testemunhas, e se aproximava das autoridades para obter vantagens. 

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