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CRISE NO SAMU - Após ganhar apoio da Assembleia Legislativa de MG, consórcios se reúnem com Romeu Zema

No mesmo dia em que representantes dos consórcios da Rede de Urgência e Emergência de MG ganham apoio da Assembleia Legislativa, por meio de articulação do deputado Coronel Sandro, crise financeira é discutida com o Governador Romeu Zema.

Foto: Assessoria de Imprensa e Comunicação Deputado Coronel Sandro
O deputado Coronel Sandro (PSL-MG) e os representantes dos consórcios da Rede de Urgência e Emergência de Minas Gerais, reuniram na manhã de ontem (04) com o Presidente da Assembleia Legislativa, deputado Agostinho Patrus (PV), para discutir a crise operacional e financeira que envolve a rede de Serviço de Atendimento Médico de Urgência, o “SAMU”, para buscar apoio da ALMG, discutir soluções e apresenta-las ao governo do Estado.



Na reunião, foi exposta ao presidente da ALMG, por cada consórcio, os principais entraves que os impedem de executarem plenamente suas atividades. Dentre todas as queixas, a escassez de ambulâncias e o atraso nos repasses, que somam uma dívida de 35 milhões do estado com os consórcios, foram unanimes. O presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde Para Gerenciamento da Rede de Urgência e Emergência da Macro Sudeste (CIDESTE), com sede em Juiz de Fora, prefeito Honório de Oliveira, alertou sobre a necessidade de mais dez ambulâncias, que estão retidas pelo estado, para conseguir atender todas as demandas dos municípios.

Não só na região sudeste como também na regional sul, o problema com a falta dos repasses também assombra o CIS-SUL, consórcio sediado em Varginha, que aguarda o repasse de cerca de 5 milhões de reais, segundo o prefeito Rodrigo Lopes, para manutenção das bases, dos veículos e investimento para expansão. A queixa do presidente do consórcio CISNORJE, prefeito Henrique Scofield, que atende os municípios da região nordeste, sediado em Teófilo Otoni, foi a falta de repasse de recursos para manutenção da base inaugurada recentemente pelo governo.

Foto: Assessoria de Imprensa e Comunicação Deputado Coronel Sandro
Após ouvir todos os consórcios presentes, o deputado Coronel Sandro pediu que o presidente da Assembleia, deputado Agostinho Patrus, apoiasse as medidas que seriam apresentadas ao governador Romeu Zema, para evitar que o sistema pare completamente e não consiga atender a população ainda neste ano. Algumas prioridades foram acordadas, como parcelar a dívida em cinco ou sete prestações; articulação do governo para conseguir o apoio dos deputados federais com a intenção de indicar emendas parlamentares para cada consórcio; Sansão do Proposição de Lei n°24.369, que autoriza os municípios a ceder direitos creditórios e realizar operações de crédito, para reequilibrar as finanças após o atraso de transferências obrigatórias pelo Estado.

Com as prioridades definidas, Coronel Sandro foi até a cidade administrativa, junto com os representantes dos consórcios, com a expectativa de receber sinais positivos do Governador Romeu Zema. A reunião começa com o deputado Coronel Sandro explicando que conheceu a crise dos consórcios de urgência e emergência de MG, por meio do consórcio do leste de Minas, CONSURGE, sediada em Governador Valadares, que já perdura há cerca de cinco anos com falta de recursos para contratar novos profissionais. “Cada um aqui tem uma demanda especifica, devido a região que atende, mas a falta de recursos, que é comum a todos, é o que os impedem de funcionarem integralmente”, advertiu o deputado. “Compete a mim do setor legislativo que participe desse processo, criando ambientes que possibilitam o governo a fazer a rede de consórcios funcionarem totalmente”,concluiu.

O governador Romeu Zema atentou às demandas e afirmou que todos merecem o reconhecimento do estado, quanto a crise. “O que os gestores desses consórcios têm passado, eu diria que é quase desumano”, declarou. Zema alertou sobre situação crítica que o estado enfrenta e disse estar buscando equilíbrio, por meio de ajuda das emendas dos deputados estaduais e federais.  “Nós vamos encaminhar a Assembleia Legislativa medidas, assim como o governo federal fez com a reforma da previdência, que possam dar ao estado um folego financeiro”, contou.  O governador finalizou pedindo aos presentes compreensão e paciência, e acolheu aos processos encaminhados para analise junto a secretaria de saúde. ( Minas em Foco - Proibido a reprodução parcial ou total do artigo - Copyright © 2019 Todos os direitos reservados.

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