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Falece em Pouso Alegre Zé Brasileu “Memórias de um Folião de Reis”

Faleceu neste domingo ( 26) em Pouso Alegre,  José Cecílio de Camargo, de 88 anos, mais conhecido como Sr. Zé Brasileu.  
Zé Brasileu, nasceu dia 22 de novembro de 1927, na cidade de  Silvianópolis (MG), mas morava em Pouso Alegre há mais de 30 anos.
 O velório está sendo realizado  na funerária Santa Edwirges de Pouso Alegre. O  enterro esta marcado para esta  segunda-feira ( 27 ). 


Quem foi Zé Brasileu
Como ele mesmo diz, são 87 anos de Folia de Reis, muita história para contar, muitas lembranças desta tradição, que aprendeu com seu pai, que percebeu desde cedo a aptidão do filho e o levava para acompanhar os giros da folia. José Cecílio de Camargo, mais conhecido como Sr. Zé Brasileu, nasceu dia 22 de novembro de 1927, em Silvianópolis(MG), mas mora em Pouso Alegre há mais de 30 anos. E, claro, até hoje ele participa da Folia de Reis, nem que seja um pouco, mas não falta.
No livro “Memórias do Povo – Vozes de mestres”, de Ana Beraldo e Eunice Reis, Sr. Brasileu conta que seu primeiro mestre foi Zé Mizael Coutinho, depois o Messias Varisto e Geraldo Alves do bairro onde nasceu, o Picadô. Lá, a folia saia dia 25 de dezembro, voltava dia 5 de janeiro e a festa era dia 6 de janeiro (dia de Santos Reis).
Aos 11 anos, começou tocando caixa na Folia de Reis. Depois, passou a tocar violão, viola e sanfona de oito baixos. Aos 17 anos, passou a ser o palhaço (em algumas companhias é chamado de marujo ou bastião), “me vesti de palhaço por 50 anos seguidos”, conta. Sr. Brasileu começou a ser folião em sua cidade (dos 13 anos até os 52 anos), em Pouso Alegre, Passa Quatro, Espírito Santo do Dourado e até em Atibaia (interior de São Paulo) por dez anos, “eu que ensinei o palhaço de lá. O festeiro levou a bandeira daqui para fazermos a festa lá e fizemos”.
O palhaço é quem faz a dança, os trejeitos e anuncia a Folia na casa das pessoas, como explica sr. Brasileu: “Com licença, patrão, a Folia de Reis veio fazer uma visita para o senhor e sua família”.  O dono da casa responde: “Pode entrar palhaço, aqui é tudo religioso”. Depois disso, o palhaço faz uma congada para chegar e pede licença para o dono da casa para levar a bandeira para dentro.


Segundo sr. Brasileu a Folia de Reis aqui em Pouso Alegre não está muito atuante e diz que em Campanha, Machado, Paraguaçu, Heliodora têm bastante Folia de Reis. Ele tem dois livros escritos, sendo um que fez para sua família e o outro é “Memórias de um Folião de Reis”, onde conta sobre sua história e da Folia de Reis.
Texto extraido do  Cultura Não é Perfumaria