O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e três de afastamento cautelar de funções públicas nesta quarta-feira (28), durante uma operação realizada no Sul de Minas. Um mandado de prisão preventiva também foi expedido e ainda aguarda cumprimento.
Batizada de Operação Forças Ocultas, a ação ocorreu nos municípios de Pouso Alegre, São Gonçalo do Sapucaí, Gonçalves e Varginha.
A investigação apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de envolvimento em corrupção, fraudes em licitações e irregularidades em contratos públicos relacionados a serviços de limpeza urbana em cidades de Minas Gerais e de São Paulo.
Investigação começou em 2023
Segundo o Ministério Público, as apurações começaram em 2023, a partir de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).
De acordo com os investigadores, um grupo empresarial do setor de limpeza urbana teria oferecido vantagens indevidas a agentes públicos municipais para obter benefícios em contratações de serviços.
Os contratos investigados envolvem coleta de resíduos sólidos, transporte e destinação final de materiais em aterros sanitários, além da locação de caminhões.
Prejuízo estimado em R$ 4 milhões
As investigações também identificaram indícios de superfaturamento nos contratos públicos firmados após as contratações.
Conforme o MPMG, somente nos contratos analisados em São Gonçalo do Sapucaí, o prejuízo estimado aos cofres públicos chega a aproximadamente R$ 4 milhões, considerando o período entre dezembro de 2021 e abril de 2026.
Forças de segurança participaram da operação
A operação foi coordenada pela Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal, pela 5ª Promotoria de Justiça de Pouso Alegre, pela Coordenadoria Regional de Defesa do Patrimônio Público do Sul de Minas e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Pouso Alegre.
A ação contou ainda com o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil de Minas Gerais.
As medidas fazem parte do andamento das investigações sobre possíveis crimes envolvendo contratos públicos. As suspeitas deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.



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