A pouso-alegrense Mary Hellen Coelho Silva voltou ao Brasil após cumprir pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (14) ao g1 pela advogada responsável pelo caso, Kaelly Cavoli Moreira. A data exata do retorno não foi divulgada.
Natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, Mary Hellen ficou presa por mais de quatro anos no país asiático. Segundo a defesa, ela agora tenta reconstruir a vida ao lado da família. Durante o período de detenção, a brasileira também perdeu a mãe e o avô.
Prisão e condenação
Mary Hellen foi presa em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, junto de outro brasileiro. Na ocasião, o grupo foi flagrado com nove quilos de cocaína escondidos em compartimentos de três malas. Um terceiro suspeito foi detido horas depois com outros seis quilos da droga.
Em maio daquele ano, a Justiça tailandesa condenou a brasileira a nove anos e seis meses de prisão. Segundo informações divulgadas na época, ela se declarou culpada e admitiu ter entrado no país com drogas, atuando como “mula” do tráfico.
Redução da pena
Durante o cumprimento da sentença, Mary Hellen obteve benefícios que reduziram o tempo de prisão, conforme informações anteriores da defesa. Em abril de 2026, a advogada já havia informado que a brasileira havia conseguido uma redução significativa da pena.
A equipe jurídica também relatou dificuldades para manter contato com a detenta e acompanhar sua situação por meio da representação diplomática brasileira na Tailândia.
Assistência consular
Em declaração ao g1, a advogada Kaelly Cavoli Moreira afirmou que a equipe jurídica prestou suporte à brasileira durante o período de detenção, mas criticou dificuldades enfrentadas no acompanhamento do caso.
O Ministério das Relações Exteriores informou ao g1 que tomou conhecimento da prisão em 2022 e prestou assistência consular por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok. Segundo o Itamaraty, o atendimento incluiu visitas periódicas, auxílio material quando necessário e contato com autoridades prisionais.
A pasta ressaltou que a assistência consular segue as normas brasileiras e internacionais e que informações pessoais de cidadãos atendidos são preservadas por questões de privacidade.



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