Problemas como divergência de titularidade, endereço desatualizado e informações incorretas no Cadastro Único (CadÚnico) estão impedindo que mais de 1,1 milhão de famílias mineiras recebam descontos automáticos na conta de energia elétrica, segundo a Cemig.
Atualmente, cerca de 1,7 milhão de famílias já recebem algum benefício tarifário em Minas Gerais. Deste total, aproximadamente 1,38 milhão são atendidas pela Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), que garante economia média de R$ 70 por mês.
Mesmo assim, outras 934 mil famílias aptas ao benefício seguem fora do programa por pendências cadastrais.
O problema também afeta o chamado Desconto Social. Hoje, quase 400 mil residências recebem o abatimento, enquanto cerca de 197 mil famílias ainda poderiam ser incluídas. O programa oferece redução média de 17% na conta de luz para consumidores com gasto de até 120 kWh mensais.
Segundo a Cemig, os principais entraves estão relacionados à titularidade da conta e à atualização dos dados no CadÚnico.
“Muitas famílias têm direito ao desconto, mas acabam ficando de fora por questões cadastrais”, afirmou o analista de Proteção da Receita da Cemig, Nilton Neves.
De acordo com a companhia, mais de 185 mil casos envolvem contas de energia em nome de pessoas que não pertencem ao grupo familiar registrado no CadÚnico ou no Benefício de Prestação Continuada (BPC), situação comum em imóveis alugados ou cedidos.
Além disso, cerca de 87 mil famílias estão com o cadastro desatualizado há mais de dois anos, enquanto outras 80 mil apresentam divergência entre o município informado no cadastro e o endereço da residência.
A orientação é que os consumidores mantenham os dados atualizados e garantam que um integrante da família seja o titular da conta de energia. A atualização pode ser feita nas prefeituras ou pelo sistema do Cadastro Único do Governo Federal.



Deixe o Seu Cometário