Dois homens foram condenados pelo Tribunal do Júri da 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Pouso Alegre (MG) pela morte de Luiz Fernando de Morais, de 37 anos, espancado até a morte na madrugada de 5 de abril de 2025. O crime foi registrado por câmeras de monitoramento da Prefeitura, que flagraram toda a sequência das agressões.
Jederson Donizete Rodrigues Camargo recebeu pena de 19 anos de reclusão por homicídio qualificado, enquanto Roger Rafael Pereira de Farias foi condenado a oito anos de reclusão por lesão corporal, ambos em regime inicialmente fechado. A sentença ainda pode ser alvo de recurso.
Os dois réus já estavam presos e, na decisão, o juiz manteve a prisão preventiva, determinando que ambos permaneçam detidos até nova deliberação da Justiça.
Crime teria sido motivado por furto de bicicleta
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Luiz Fernando de Morais foi espancado como forma de represália após ter furtado, dias antes, uma bicicleta pertencente a um dos acusados.
Inicialmente, o caso foi denunciado como homicídio qualificado por motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias consideradas especialmente graves.
Câmeras registraram agressões brutais
As investigações apontaram que as imagens do sistema de monitoramento da Prefeitura foram decisivas para esclarecer a dinâmica do crime.
Os vídeos mostram a vítima caída na calçada, nas proximidades da ponte do bairro São Geraldo, enquanto os dois homens desferem chutes e pisões na cabeça de Luiz Fernando. Após as agressões, os autores deixam o local utilizando bicicletas.

O laudo de necropsia concluiu que a causa da morte foi traumatismo craniano e cervical, compatível com a violência registrada nas imagens.
Além das gravações, a investigação reuniu depoimentos de policiais militares e a confissão de um dos acusados, fortalecendo os indícios de autoria.
Vítima morreu no local
Quando a Polícia Militar chegou ao local, encontrou Luiz Fernando caído na calçada, com intenso sangramento na cabeça.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a médica de plantão apenas pôde constatar o óbito.
Durante o rastreamento realizado logo após o crime, os militares localizaram um dos suspeitos, que confessou participação no espancamento e indicou o segundo envolvido, permitindo o avanço das investigações e a responsabilização dos dois acusados perante o Tribunal do Júri.


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